sábado, 13 de novembro de 2010

Quando é com você

Sempre vi campanhas rolando na internet pelos mais variados motivos. Muitas delas são para ajudar pessoas doente, pessoas que teriam uma chance de se curar se tivessem o dinheiro suficiente para caros tratamentos e consultas com médicos quase inacessíveis. Para ser bem sincero com vocês - e acho necessário que eu seja - ajudei somente uma dessas tantas campanhas e de modo bem relutante. O fato é que não conhecia nenhuma das pessoas que precisavam ser ajudadas, não tinha contato com o drama pessoa pelo qual ela passavam e acabei me mantendo distante com aqueles velhos pensamentos: não é comigo. Não conheço. Não me atinge.
Mas quando é com você, com uma pessoa que você conhece, o que sentir? E quando você acompanha o dia-a-dia de alguém em uma situação com esta, quando você vê e acompanha o drama de uma mãe que tem a filha doente e não sabe o que fazer, que não tem condições plenas de dar o tratamento adequado?
Pois foi o que aconteceu recentemente com a Cláudia e sua filha, Catarina. Não perderei tempo explicando a situação, deixarei isso para quem está envolvido, publicando e-mail que a Cláudia enviou à médica e amiga Nicole.

Amigos,
Há um ano, a Catarina, então com 15 anos, foi internada com dores abdominais e ascite (acúmulo de líquido no abdome). Durante os 16 dias em que esteve no Hospital, fez exames de várias áreas (infectologia, hematologia, gastro, ginecologia, dermatologia, oncologia, pneumologia…) saindo para acompanhamento hematológico com suspeita de púrpura tombocitopênica.
Esta hipótese foi descartada e começou-se a pesquisa hepatológica, visto que um dos sintomas era o aumento do fígado e do baço. Desta pesquisa (que teve, inclusive biópsia hepática) chegou-se apenas a pedras na vesícula e a indicação de que fosse uma doença auto-imune. O hepatologista indicou pesquisa com reumatologista.
Mais um conjunto de exames foram feitos, descartando-se as possibilidades desta área (inclusive lúpus). Retornou-se à hematologia.
Neste segundo momento de pesquisa hematológica chegou-se ao fundo das hipóteses, já pensando em doenças raras como Doença de Gaucher, que foi pesquisada no Laboratório de Erros Inatos do Metabolismo, da UFPA. Esta pesquisa não foi conclusiva e nova amostra será analisada no Hospital das Clínicas de Porto Alegre.
Novamente em outubro, a Catarina começou a apresentar aumento abdominal (ascite) e foi internada no dia 30, já com dificuldades respiratórias provocadas por novo derrame pleural.
Devido ao seu estado hematológico de pancitopenia (perda de hemácias, leucócitos e plaquetas) não pode ser submetida a uma paracentese (drenagem do abdomem) nem a drenagem pleural e encontra-se em casa, sendo tratada para que os sintomas não se agravem.
Enquanto não se fechar o diagnóstico, não se pode atacar a doença.
Atualmente, Catarina está debilitada, sob risco de uma infecção, por exemplo.
É urgente o diagnóstico que, segundo os médicos de Belém, não existem meios locais para tal. Por isto foram indicados a médica hepatologista pediátrica Gilda Horta do Hospital Sírio-Libanês e o Setor de Hepatites da UNIFESP e, para tanto, a Catarina precisa viajar para São Paulo.
Claudia Nascimento
A Nicole criou um blog onde serão postadas informações sobre a situação toda - e por onde as pessoas poderão ajudar. O primeiro passo é apoio para que Cláudia e Catarina possam viajar a São Paulo e começar as pesquisas necessárias sobre a doença. Então, para ajudar com QUALQUER QUANTIA, é só fazer um depósito em nome de CLáudia Nascimento no Banco do Brasil:
Agência: 1846-5 - Conta 88.306.344-1 
A para quem quiser falar com a Cláudia para ter melhores informações e esclarecimentos, ou mesmo mandar uma mensagem de força, aqui estão os tuites dela (@crodia) e da Catarina (@cacacelinda).
Antecipadamente, agradecemos a todos.

2 comentários:

Claudia Nascimento disse...

Não tenho palavras para vocês!
Que Deus os abençoe, a cada um!

Américo disse...

Égua, Tanto e Cláudia. Coisa MUITO parecida acontece com meu irmão. Atualmente, a hipótese é de uma doença auto-imune rara. O caso não é exatamente igual, mas...
O problema começou em fevereiro. Outra hora(com menos sono), explico melhor.

Um abraço! e boa sorte pra gente(as famílias)!!