quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Tem que dar certo...

Publicado por Adriana Vandoni


(Giulio Sanmartini) O esperado sucesso retumbante com a massa amontoada na porta dos cinemas, para ver a trajetória da “heróica vida” do presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, só existiu nos delírio do cinebiografado e de seu bando de puxa-sacos.
O fracasso da estréia permite prever que este seguirá o filme em sua trajetória, pois é um trabalho mal feito como ressalta Fernando de Barros e Silva: “O ideário nacional-popular no filme assume propósitos edificantes, como se estivéssemos diante de uma aula-show de moral e cívica dos novos tempos. A narrativa é linear e convencional; tudo é didático, esquemático, infantilizante; o repertório de clichês parece vasto como nunca antes na história do cinema deste país.”
Agora o governo tenta de todas as formas mudar a realidade e monta a farsa de transformar o fracasso em sucesso.
O filme está sendo oferecido como banana em final de feira livre.
O direito à meia entrada no cinema foi estendido a uma terceira categoria, a fim de aumentar a bilheteria . Desde esta sexta-feira, os filiados a qualquer sindicato no Brasil podem assistir ao filme com 50% de desconto no ingresso, mediante a apresentação da carteira sindical e mais um documento com foto.
A promoção é válida para as cerca de 350 salas em que o filme está em cartaz, exceto as da rede UCI (nessas, o desconto entrará em vigor a partir do dia 15 de janeiro).
As desculpas dos responsáveis já se fazem ver, todavia, a mais esdrúxula é a do distribuidor Bruno Wainer (Downtown Filmes.), que afirma:“Nós já tínhamos planejado a promoção antes do lançamento. O que fizemos foi antecipá-la em uma semana para chamar a atenção de quem consideramos ser o público primário do filme.” – e finaliza – “O problema do filme foi o massacre político que ele recebeu, o que prejudicou seu lançamento. A pressão foi enorme, e eu temia por uma catástrofe.”.
O único sincero nessa mixórdia foi o diretor Fábio Barreto quando disse que só fez o filme para “ganhar dinheiro”.

2 comentários:

Mônica disse...

De tudo, o mais sugestivo é o nome do filme! Um primor!!

Ainda não vi, e certamente nem verei. Boa crítica, texto bacana, gostei.

"O único sincero nessa mixórdia foi o diretor Fábio Barreto quando disse que só fez o filme para ganhar dinheiro."

Ai ai, tanta coisa a ser feita, quanto tempo($) perdido.

Viva o mundo real! o/
=*

Malicia de toda a mulher disse...

Eu gosto de ver todas as coisas, pra poder tecer críticas. Mas sinceramente... tá dificil criar coragem. Tanta coisa legal passando, acho que nem promocial dá pra engoliar esse engodo.

Esperar passar na TV Aberta mesmo!