segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Isolado

Amigos, Estive meio que isolado desde sábado, quase que completamente sem internet... Incrível como nos acostumamos com essas novidades tecnológicas, essas facilidades tremendas de comunicação, ao ponto de ficar em total isolamente quando desligamos os fios da tomada. Isso me faz lembrar como as coisas ficam obrigatoriamente paradas quando ficamos sem internet no trabalho. Mas bem, aqui estou e logo mando notícias sobre o Lucas. Amanhã devo postar um texto novo para atualizar todos que ajudaram sobre como as coisas vão.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Aproveita os morangos

Faz algum tempo contei essa história a uma amiga. Ontem ela pediu que eu a contasse novamente, e por mais que pareça um texto piegas de auto-ajuda, ei-lo:

A PARÁBOLA DE BUDA
Um dia, andando na selva, um homem encontrou um tigre feroz. Ele correu para salvar sua vida, perseguido pelo tigre.
O homem chegou à beira de um precipício e o tigre estava quase alcançando-o. Sem opção, ele se agarrou a uma parreira com suas duas mãos e desceu.
No meio do precipício, olhou para cima e viu o tigre no topo, arreganhando os dentes. Ele olhou para baixo e viu outro tigre que rugia esperando sua descida. E então percebeu que estava preso entre as duas feras.
Em seguida apareceram dois ratos sobre o precipício, um branco e outro preto. Como se ele não tivesse preocupações suficientes, os ratos começaram a roer a parreira na qual se segurava.
Ele sabia que se os ratos continuassem a roer, chegaria um ponto em que a parreira não poderia suportar seu peso e ele cairia. Tentou espantar os ratos, mas eles voltavam e continuavam a roer a parreira.
Neste momento ele observou que crescia um morangueiro na parede do precipício, não muito longe dele. Os morangos pareciam grandes e maduros. Segurando-se na parreira com apenas uma das mãos, com a outra colheu um morango.
Com um tigre acima, outro abaixo, e com os ratos roendo a parreira, o homem comeu o morango e achou-o absolutamente delicioso.

Posso escrever mil coisas sobre essa parábola budista:
- que o tigre de cima é teu passado - e que não adianta voltar por esse caminho ou se arrepender do que aconteceu. O que passou passou;
- que o tigre de baixo é teu futuro - e por mais terrível que ele te pareça, um dia você vai ter que enfrentá-lo;
- você estar pendurado em uma parreira é o presente, assim como os ratos, o branco e o preto, são todos os problemas que te afligem agora (e não adianta espantá-los ou fingir que não estão lá - só resta enfrentar a dureza da sua existência).
Mas o que importa mesmo são os morangos!
Por mais duro que possa ter sido o passado, por pior que te pareça o futuro, por mais medonho que pareça o presente, aproveita os morangos (e sempre existem morangos, basta procurar com atenção...)!

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Para todos vocês

Para todos, a mensagem que a Thaynara e o Estevão mandaram via comentário no post anterior:
"Gente, eu simplesmente não tenho palavras pra descrever o que estou sentindo, tampouco pra agradecer tudo o que estão fazendo para nos ajudar a dar uma chance de vida ao meu pequeno Lucas que ainda nem nasceu, mas que já é tão amado. É incrível como as coisas estão acontecendo. Ainda em Goiânia recebemos várias ligações de pessoas de todo o Brasil se dispondo a ajudar das mais diversas formas possíveis. Fico constrangida da forma como Deus tem demonstrado Seu amor por minha família através de todos vocês que estão ajudando de uma forma ou de outra. Só tenho que agradecer e dizer que minha vontade era poder dar um abraço em cada um pra tentar demonstrar minha gratidão de mãe, mas não há como. Desejo que esse Deus tão maravilhoso a quem tenho crido, abençoe suas vidas de forma tremenda para que venham sentir Seu cuidado assim, bem pertinho como tenho sentido. Um grande beijo. Thaynara, Estevão, João Pedro e Lucas."

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Bora Ajudar

E diante de tanta coisa ruim nesse mundo, de tanta coisa podre que vemos no nosso dia-a-dia, pequenos milagres vão acontecendo e permitindo que ainda possamos crer no ser humano.
Ontem, depois da publicação da história da Thaynara e do Estevão, que lutam para dar uma chance ao Lucas - bebezinho deles que ainda está na barriga - criou-se uma corrente de compartilhamentos e de Retuites que ainda continua. Sinceramente, perdi a conta de quantos foram, mas nem me importa saber - quero mais que a história se espalhe a mais gente ajude.
Em poucos minutos a Thaynara já tinha recebido doações na conta corrente informada - e a ajuda de todos continuou ao longo do dia:
- Pelas minhas contas já foram doadas quase 100 mil milhas, gente que tem pouco, gente que tem muito, tudo junto em um amontoado que faz um grande bocado;
- Recebemos ligações do Rio de Janeiro, Curitiba, Maringa, Brasília, além de muitas daqui de Belém - pessoas que queriam confirmar a veracidade da história, assim como muitas outras que, tocadas pelo problema, queriam saber como ajudar;
- Recebemos propostas de pessoas que querem doar trabalho - seja se apresentando, cantando ou fazendo os outros rirem, tudo com renda integral para a Thaynara e Estevão;
- Recebemos até mensagens da Argentina, de gente querendo saber como doar de tão longe;
- Tem gente procurando lugar para eles ficarem lá em Goiânia - e muitos outros se mobilizando para tentar viabilizar uma participação do Estado por meio do TFD, Tratamento Fora do Domicilio. Se der certo, maravilhoso!
- Uma pessoa doou 15 reais e disse: "São os 15 reais mais lindos da minha vida" - da nossa também, acredite!;
- Por fim, recebi a mensagem hiper alegre de uma amiga maravilhosa dizendo: "Fui ao banco doar e encontrei mais três pessoas doando ao Lucas. Fiquei muito feliz."
São pessoas que não conhecem a Thaynara e o Estevão, que talvez nunca conheçam ou carreguem o Lucas no colo, mas que acreditam que, juntos, podemos fazer algo e, por isso, resolveram dar uma chance.
O ponto engraçado de tudo isso é que deixei meu celular à disposição no blog e disse que podiam ligar a qualquer hora! Pois não é que troquei mensagens com um cara muito bacana, o Rodrigo, quase duas da manhã!? Ele leu a notícia no blog, ficou agoniado e resolveu mandar mensagens dando força, perguntando por todos e dizendo que assim que tiver um dinheiro vai doar.
Maravilhoso!
É isso mesmo Rodrigo! Podem ligar a qualquer hora, estamos aqui para dar informações, repassar mensagens de força e para o que for necessário.
O importante agora é não deixar essa corrente cair: a gestação do Lucas ainda vai entrar no sexto mês - o que significa mais três meses de muita luta e força de vontade.
Vamos continuar com as doações, por menores que sejam, pois o fundamental é ter dinheiro para fazer frente aos gastos que ainda vão vir.
Esse movimento de ajuda para dar uma chance ao Lucas não pode terminar aqui! Nesse exato momento a Thaynara e o Estevão estão em Goiânia para mais uma punção de líquido (aquele procedimento já descrito no texto anterior, doloroso procedimento, mas única solução). Segundo me contou o Estevão foram tirados 50 ml de urina - e tentem imaginar o que são 50 ml de urina na minúscula bexiga de um bebezinho de cinco meses, ainda na barriga!
Mas bem, não vamos falar disso agora, vamos deixar as minúcias de todo esse procedimento para um próximo post. Esse é um texto alegre pelo simples fato de que não estamos tristes - pelo simples fato de que temos ESPERANÇA, e quem tem esperança não fica triste. Assim como não é triste e desamparado aquele que tem amigos.
Obrigado.

P.s.: não se esqueçam da conta da Thaynara,
Thaynara Freitas Corrêa
Banco Itaú
Agência 2939
Conta Corrente 22247-3

E nem dos nossos telefones:
Thaynara e Estevão: (91) 8291-0974 / 8336-2779 / 8764-1219.
Fernando (eu): 91-8131-2333.

Por fim, aquele último comentário sobre doações em dinheiro:
Você não precisa doar mil reais!
Você não precisa doar cem reais!
Você não precisa doar 50 reais!
Você pode doar qualquer coisa, qualquer valor, por menor que seja.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Precisamos de Ajuda

Quantos de vocês já receberam e-mail ou mensagens via Facebook ou Twitter pedindo ajuda para a criança tal, filha do fulano de tal, na distante cidade de não sei onde, que, sofrendo de uma doença terrível irá morrer caso não ajudemos? Provavelmente todos que estiverem lendo isso vão responder que já receberam algo desse tipo - e bem provavelmente uma grande parcela vai dizer que nunca mexeu uma palha para fazer algo para ajudar...
Num mundo como esse, o virtual, é tão fácil se criar uma história, um drama, uma vida ou uma morte, e a conclusão é que ficamos meio secos ou indispostos a ajudar quem quer que seja. Também há a justificada desconfiança, claro, diante de pedido para ajudar pessoas que nem sabemos se existem – ainda mais quando somos bombardeados com notícias sobre fraudes e engodos, pessoas de má-fé que usam a boa-fé dos outros para se dar nessa vida terrestre. Eu mesmo sempre fiz assim: recebo algo e logo duvido, nem me preocupo em saber mais pois sempre acho que é alguém querendo me enganar, alguma besteira que não merece meu tempo. Não sei quantas pessoas deixei de ajudar por conta desa minha atitude, mas ao menos tenho estado seguro aqui no meu canto, na minha zona de conforto instransponível.
E hoje, olhem só, apesar de sempre ter feito assim, sou eu quem mando a mensagem pedindo ajuda!

A Thaynara Freitas é uma amiga minha. Ela mora logo ali, em Ananindeua, e é uma pessoa maravilhosa – como toda sua família, por sinal. A Thaynara deu a sorte de, nesse mundo enorme, ter encontrado o Estevão, rapaz bom, amigo, trabalhador ao estremo, bom pai e bom marido. Desse encontro nasceu o João Pedro, um moleque que infelizmente acompanho crescer somente por fotos do Facebook, um moleque que acalentei no colo diversas vezes, que me babou um bocado e que está cada vez maior e mais bonito. Diante disso vocês podem imaginar minha felicidade quando soube que eles estavam grávidos novamente – outro menino que se chamaria Lucas. “Que bom”, pensei... “O mundo está precisando de mais pessoas boas mesmo”.
Acontece que a vida é cheia de surpresas e vive nos pregando peças muitas vezes sinistras – não importa quem você seja: faz pouco tempo, com cinco meses de gestação, a Thaynara percebeu que Lucas era quietinho, que ele não fazia tantas gracinhas e nem dava muitos chutes como tinha feito seu irmão. Preocupada, procurou um médico e teve a notícia ruim, como um nome quase impossível ao leigo –HIDRONEFROSE ACENTUADA BILATERAL. Em resumo, Lucas não estava conseguindo urinar e a bexiga estava completamente cheia de xixi, com o volume aumentado e causando incomodo. Por isso a escolha do bebê em ficar o mais quietinho possível, porque mexer fazia doer e sofrer mais. O médico examinou mais e percebeu que os rins estavam parcialmente machucados, e imediatamente deixou-os à par do que deveria ser feito: a colocação de uma válvula na bexiga do Lucas para que a urina pudesse ser eliminada - e isso tinha que ser feito o mais rápido possível ou o Lucas morreria. Para piorar tudo, esse procedimento NÃO poderia ser feito em Belém por falta de profissionais especializados na área de medicina fetal – e eles foram encaminhados imediatamente para o Dr. Waldemar Amaral, em Goiânia, GO. Com dificuldades eles compraram as passagens e se prepararam para os gastos que resultaria do procedimento. Em Goiânia ficaram na casa de pessoas que, conhecidas por acaso, foram maravilhosas e resolveram oferecer hospedagem.
No dia seguinte, o médico Waldemar achou que os rins do Lucas estavam muito feridos e, por isso, preferiu fazer mais exames antes de instalar a válvula. Mas também resolvou fazer uma drenagem da urina acumulada – e imaginem o que representa isso: um cateter perfura a barriga da mãe, segue perfurando a barriga do Lucas e, por fim, os minúsculos rins. Assim terminou um dia!
No outro dia, como a vida não é fácil, as notícias ruins não pararam: com o resultado da análise da urina recolhida, e com exames mais minuciosos do bebê, o médico sentenciou: “Thaynara, o exame comprova que os rins do bebê estão completamente parados e, por este motivo, não vamos poder colocar a válvula. Colocá-las seria um risco muito grande, tanto para o bebê quanto para ti. Há somente duas alternativas: ou não se faz nada, ou, de dez em dez dias, fazemos novas punção (retirar a urina da bexiga do bebê como foi feito para coleta do exame). Só que este processo não garante que seu filho, ao nascer, sobreviverá! Os rins de uma pessoa são órgãos dos mais nobres e necessários ao corpo humano, ou seja, ninguém sobrevive sem os rins. A chance dele nascer e não sobrevier é de 99%, mesmo porque, para a medicina, não há 100% nem 0%. A punçãoo é uma tentativa de obter uma melhora nos rins para ver se, por UM MILAGRE, eles voltam a funcionar.”
É da natureza humana não desistir, seguir em frente por maiores que sejam as dificuldades – ainda mais quando se fala de uma mãe, de uma pai, fazendo de tudo para tentar salvar um filho.
Só que, decidindo pela pulsão de dez em dez dias, mais uma surpresa nos bate à cara: não existe punção intra ulterina em Belém. O Centro mais próximo e qualificado fica em Goiânia, justamente na clinica do Dr. Waldemar Amaral. Ou seja: Thaynara e Estevão, mais a barriga cheia de Lucas, terão que ir a Goiânia de dez em dez dias para realizar o doloroso procedimento – e isso significa passagens, hospedagem, alimentação, gastos médicos e todos os outros gastos que possam surgir! Pelas nossas simples contas, até o nascimento do Lucas serão necessárias 48 passagens ida-volta.
Não são coisas baratas e os dois não são ricos, nem tem tanto que possa garantir tranquilidade ou mesmo a mínima viabilidade para fazer o necessário.

Resumindo, as coisas estão assim: Precisamos de ajuda para tentar salvar a vida do Lucas. Não temos certeza de que ele vai sobreviver depois de nascer – ninguém pode nos dar essa certeza – mas sabemos que podemos tentar até onde der!
Do que precisamos? Qualquer coisa!
Eles já têm as passagens de 20/11 e de 30/10.
Hoje me comprometi a dar as passagens do dia 10/12, mas ainda faltam as dos dias 20/12 e 30/12, e todas as outras que forem necessárias até que ele nasça - de dez em dez dias.
Da mesma forma precisamos de dinheiro: seja para pagar os procedimentos – que são caros -, quanto para arcar com passagens aéreas, estadia e alimentação, além de todos os demais gastos que forem necessários.
Por outro lado, se algum de vocês souber de um local que possa ser o porto seguro dos três em Goiânia, isso também serve (e muito). Pode ser a casa de um amigo, um quarto na casa de uma tia, qualquer lugar onde eles sejam recebidos e bem cuidados - e garantam uma economia com hotel. O que posso garantir é que quem os receber também vai ganhar muito, pois são pessoas maravilhosas e adoráveis.
Também, se você tiver milhas aéreas aceitamos – as passagens do dia 10/12, que eu dei, vão ser compradas com milhas. Infelizmente são muitas milhas, 20 mil para cada um deles, mas acho que não existe forma melhor de gastá-las do que ajudando uma mãe a tentar salvar a vida do filho.
Para terminar, afirmo que qualquer coisa ajuda – e ajuda muito: seja com uma prece, uma reza, um pensamento positivo, um telefonema, um RT ou um compartilhamento de postagem. Qualquer ajuda, por favor.
Só peço que não passem por esse texto de forma indiferente, que percebam que é alguém tangível, uma pessoa próxima de qualquer um de nós e que tem um problema real – se é que podemos chamar de problema, assim, simplesmente, a sobrevivência de uma criança.
Para quem quiser conversar diretamente com a Thaynara e com o Estevão, seguem os contatos: (91) 8291-0974 / 8336-2779 / 8764-1219.
Também, se quiserem passar alguma informação, tirar dúvidas ou perguntar como podem ajudar, não se acanhem e me liguem (91) 8131-2333 – e podem ligar a qualquer hora.
Por fim, um último comentário sobre doações em dinheiro:
Você não precisa doar mil reais!
Você não precisa doar cem reais!
Você não precisa doar 50 reais!
Você pode doar qualquer coisa, qualquer valor, por menor que seja.
Se 100 pessoas doarem 10 reais já teremos 1000 reais – e venhamos e convenhamos, é muito fácil doar dez reais.
A conta corrente da Thaynara segue abaixo:
Thaynara Freitas Corrêa
Banco Itaú
Agência 2939
Conta Corrente 22247-3

E se você achar trabalhoso fazer o depósito, basta avisar que eu vou até onde for para pegar a doação e entrego para eles - ou faço eu mesmo o depósito. Basta chamar.
​Desde já, obrigado a todos!