quinta-feira, 7 de abril de 2011

O resultado



- Papai, por que ele fez isso?
- Filha... Acho que a gente nunca vai ter essa resposta.
- Mas esse colégio não tinha segurança? Como ele entrou com as armas?
- Ele enganou a segurança, disse que ia dar uma palestra e entrou.
(silêncio)
- E isso não pode acontecer aqui, pai?
- Não, filha! Nunca! Nunca aconteceu e nem vai mais acontecer.
- Você tem certeza, papai?
- Tenho, filha. Tenho certeza.

3 comentários:

Yúdice Andrade disse...

Ainda não cheguei à fase dessas perguntas, Fernando. O mais difícil que já tive que enfrentar foi a pergunta sobre o que é a morte, que tentamos esclarecer, mas ela evidentemente não entendeu. Aos 2 anos e 8 meses, uma criança não compreende a definitividade da morte.
Sei que, inevitavelmente, o tempo dessas perguntas chegará. Compreendo a resposta que deste, imbuído do mais profundo desejo de dar algum alento a tua filha. Eu não teria respondido do mesmo jeito, porque tais tragédias podem se repetir e eu não gostaria de ter que responder a ela, também, porque menti. Mas são escolhas que fazemos, desejosos de acertar.
O que eu desejo, acima de tudo, é que nenhum de nós precise enfrentar nada que se aproxime desse horror, nunca. Tomara que tua menina fique bem.

Luana @leidelua disse...

De uma coisa eu tenho certeza: nunca as certezas duraram tão pouco.

Maick William O. Costa disse...

E que possamos deixar um mundo em que as nossas crianças acreditem nas pessoas