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sábado, 1 de maio de 2010

Grosseria de Val-Andre Mutran

Amarilis Tupiassu, minha mãe, teve entrevista publicada no jornal O Liberal sobre a divisão do Estado do Pará. Deu sua opinião e foi agredida de forma rasteira pelo jornalista Val-Andre Mutran, do blog Pelos Corredores do Planalto. O texto do agressor:

A verborragia de Amarilis Tupiassu
Publicado por Val-André Mutran as Sexta-feira, Abril 30, 2010
A professora da Universidade Federal do Pará Amarilis Tupiassu, deu uma aula magna de ignorância ao conceder entrevista a um jornaleco do Pará. Ao comentar a razão pela qual não quer nem ouvir falar sobre a divisão de "seu" Estado, Tupiassu, alega sem qualquer fundamento, que quer o Pará vasto, lindo e unido. O Pará já não é lindo professora; sua vastidão representa pobreza e exclusão; o Pará não está mais unido há décadas, sábia mestra. A senhora vive na ilha da fantasia? Ou é de sua índole a verborragia? Procure estudar antes de falar tantas asneiras. Isso é uma vergonha para uma acadêmica! Aproveitando o assunto, publico artigo do jornalista João Batista Silva, de Marabá, sobre o que ele pensa da raivosa entrevista publicada num pasquim que frauda o IVC na Capital da Ilha da Fantasia.

Em seguida, Val-Andre publicou o texto do Jornalista João Batista Silva, este sim um texto contrário e educado, civilizado. À agressão seguiu meu comentário:

Val-Andre, Val-Andre... Que grosseria. Esperava de você uma crítica que se mostrasse contrária, uma crítica com idéias, erradas ou não, mas as suas. Certamente seria respeitada, assim como esperava que respeitasse a crítica que minha mãe fez, corretamente sem ofensas ou baixarias. Venho lhe acompanhando faz algum tempo no Flanar e, realmente, adoraria ler, aqui, algo contrário ao que minha mãe escreveu. Mas não esperava esse nível. Por respeito peço: se não pode fazer um texto sem ofensas, não o faça. Sim! Se a única forma de mostrar sua opinião é ofender uma pessoa que você nem conhece, que nunca ofendeu ou fez mal a ninguém, e que somente expressou suas opiniões, não mostre.

Realmente uma pena, mas fica claro que quem não tem mais argumentos para discutir parte para a agressão barata e mesquinha, desprovida de idéias e da mais rasteira civilidade.

Engraçado que esse é um tema polêmico, cheio de discussões acaloradas, idealizadas e fundamentadas, mas é a primeira vez que vejo esse nível de baixaria. Por que a crítica que minha mãe fez lhe tocou de tal forma? Se você se sentiu ofendido por alguma coisa que ela disse, que tal conversar, argumentar?

Se quiser, não precisa publicar isso. E por favor, não considere esse comentário como um ofensa ou me responda com palavrões ou insultos. É apenas a minha opinião.

E ainda postagem no Blog da Franssinete Florenzano.

Não à intolerância e à barbárie

Amarílis Tupiassu, doutora em Letras e professora da UFPA, foi entrevistada por O Liberal na edição da quarta-feira, 28, e se posicionou contra a divisão territorial do Pará. De forma coerente e educada, alinhou suas razões, brandiu seus argumentos, terçou armas usando a inteligência e sua linha de pensamento. Exercitou, enfim, a cidadania. Foi o suficiente para ela ser violentamente atacada, ontem, no Blog Pelos Corredores do Planalto.

Penso que é preciso respeitar os pensamentos contrários, debater sempre no plano das ideias, conviver e aceitar as diferenças. É crucial, sobretudo, exercitar a tolerância e o bom senso. Não assiste razão a quem, ao invés de expor civilizadamente o porquê de suas convicções, derrubar a argumentação contrária através de fatos e fundamentos, parte para a agressão pessoal.

O assunto está bombando no twitter.

Uma pena tal falta de respeito, grosseria injustificada que, como disse Ney Messias em comentário no Blog da Franssinete, desqualifica o agressor. Fico agora esperando as ofensas que ele deve usar contra minha opinião.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Mais Belenâmbulo

O Prefeito Duciomar Costa declarou ontem, eu seu
Twitter:

@duciomar Minha indicação de hoje é um blog que considero importante para Belém, o http://belenambulo.blogspot.com/

Nada mais justo, Prefeito. Só falta ler mais o blog e combater as mazelas lá escancaradas.


terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Amarilis Tupiassu II

Aqui acaba uma série pequena (de somente dois post) com textos publicados pela minha mãe, Amarilis Tupiassu, no jornal O Liberal aos domingos.

CANTO DE MÃE E FILHA - Filhos crianças, os antevemos no futuro. Os pais sabem cair nessa ilusão. “Que serão, que profissão?” Hoje, os meus, homens, um peleja com as leis, outro, com as artes de curar. No passado, não dava para imaginar. Enquanto lhes espreitava o porvir, eles interrogavam-me sobre minhas profissões desejadas e não cumpridas. “Se não fosses professora?” Perdia-me em “hum, hum, esperem, difícil saber!” Aí, procurava anseios, quereres gorados, rebuscava-me, espremia meus sumos desejantes. “Gostarias de quê, mais que tudo?” e desfilavam profissões possíveis, afazeres nem tentados, até que, pronto! Queria ser cantora, sonho suscitado por minha mãe, talvez, por meu pai, que ensaiava cordas de um violão. Ou quem sabe o quisesse inspirada num tio nascido em ilha em frente a Belém, o tio amante de brincadeiras de pássaros, de boi e que, mal chegava à casa da “mana”, apeava dos cansaços da travessia e entoava modinhas, como dizia, de bichos e cantorias afins. Tio e sobrinhas “viajavam” nas toadas, na Catirina, é um caso, grávida, babando de desejos, a bom atormentar o Chico, obrigado a tirar a língua e as mais partes do boi para saciar a exigência da prenha.

Depois, virei cantante das redes de ninar filhos. Foi quando me descobri um cofrim de cantares antigos, herança de família. Em criança só dormia ao som das cantigas maternas, tanto cantar, que me pergunto se, naquele verdadeiro ritual de dormir, mamãe cantava para si ou para ninar sua ninhada. Não sei. Nem o sabia quando ninava meus filhos. Olho atrás e vejo-me sempre entre cânticos. Para completar o coro, convivi com amigas afeitas à música, sobretudo com duas de infinda saudade, Sylvia Pimenta e Maria Lúcia Medeiros. Quanto nos comprazíamos em gostosas cantorias! Disputávamos, Sylvia e eu, quem mais desfiava dor de cotovelo. Ela, craque, vencia, ela vindo a morrer de amar, sugada pelos turbilhões do amor de perdição. Maria Lúcia e eu tivemos até sonhos de “gaiteiras” de boca, nossas gaitas fugazes. Íamos de MPB a Jackson do Pandeiro até ela trinar jazz, blues, Ella, Billie, Cole Porter. Estes eu quieta só fruía, eu nula em inglês. Quantas vezes, em tarefas de grave responsabilidade, precisão, elaborar, corrigir provas de vestibular, por ex., quando dávamos fé, esgotadas, cadenciávamos vozes, solfejos para espairecer. Hoje, canto em palco invertido. Cantarolo a minha mãe, sua voz já sumida. Nino-lhe a mudez, ela antes cantora de suas eras de embalar nove filhos que só dormiam ao compasso de Noel, Sinhô, Donga, Pixinguinha. Amava cantar “Fascinação”, “Rosa”, músicas de roda d’outrora, pastorinhas, canções de vário som, diversa arte. A vida dá suas voltas. Hoje, a filha canta à mãe. Um fio íntimo as enlaça quando seus olhos se tocam profundos. Ela sabe bem de si, joga os jogos do silêncio e espera o tom. Canto ou cicio as músicas do seu, do nosso passado. Nas fímbrias desse encontro tão interior, implícito, sutil, a vida se agita ainda, e minha mãe canta com o olhar, modula sua voz que agora se faz de escuta. Ela ainda canta. Seus filhos o sabem. A agudeza de seu olhar o afirma. É seu/nosso cumprimento de sina, irreversíveis que somos. Indizíveis certas horas! Tão íntimo o elo materno-filial! Ela agora espera o dueto de uma só voz e olhares, escuta e reencontra-se, na memória das modinhas que canta na imaginação. Sei que se encanta com a música. Tudo é precário, mas ela canta e é feliz.

domingo, 10 de janeiro de 2010

Amarilis Tupiassu I

Começo uma série pequena (de somente dois post) com textos publicados pela minha mãe, Amarilis Tupiassu, no jornal O Liberal aos domingos.

QUEM QUER DIVIDIR O PARÁ - Indigna já só a ideia de reduzir o Pará a Belém e Zona do Salgado. Coisa de político-forasteiro mal-agradecido. O cara chega à casa alheia, que o acolhe com hospitalidade, e se revela um aproveitador. Entra, fuça a geladeira, abanca-se no melhor sofá, escancara as portas dos quartos, e a gente sabe: é um folgado. Chora, estremece por seu estado de nascença, enquanto explora e desdiz do Pará, de que só pensa em chupar tudo, até o Estado inteiro, se deixarmos.

O retalhador do estado (dos outros) chega e se espalha feito água. Abanca-se, invade a cozinha, destampa, tem o desplante de meter o dedo na panela, antes do dono da casa, lambuza as mãos, lambe os dedos. Como os paraenses somos cordiais, ele confunde cordialidade com liberalidade. Vem, vai ficando, mergulha de unhas e garras afiadas em terras e política. Espalhado, o aproveitador, pronto, enriqueceu, encheu a pança. Fez-se fazendeiro, político de muito papo (balofo), o cara de pau. Alguns não dispensam trabalho escravo e agora dão de posar de redentores da miséria do Pará, como se só no Pará houvesse miséria. E cadê? Ih, já nas altas cúpulas, armando discórdia, querendo porque querendo dividir o estado do Pará, dizque porque é estado imenso e pobre, como se os miniestados brasileiros fossem paradisíacos reinos de felicidade, nenhum faminto sem teto, nenhum drogado, saúde e escola nos trinques, nada de tráfico e exploração de menores. Balela de retalhador.

O retalhador (do estado alheio) tem no cérebro sinal de divisão. Só quer dividir, não seu estado, onde o espertalhão não conseguiu levantar a crista. No Pará, não se contenta em ser fazendeirão, explorador de miseráveis. “Quero um estado pra mim, Assembleia Legislativa, rumas de assessores, Tribunal de Contas com obsceno auxílio-moradia, mesmo que eu tenha casa própria”.

E o retalhador já quer governar o estado (dos outros), quer reino e magnífica corte própria, algo comum nestas terras brasílicas dominadas por quadrilhas de políticos cara de pau, porque os dignos, vergonha na cara, os que lutam a valer por um Brasil de união, ordem e progresso, estes raros políticos dão uma de éticos e não põem a boca no trombone.

Não, o Pará não é casa de engorda e enriquecimento de esquartejador da terra dos outros. Mas o pior é que eles se juntam até a certos políticos paraenses, que, em vez de dizer não decisivo e absoluto à divisão, ficam em cima do muro. É que os muristas, paraenses também não são flor que se cheire. Incrível que políticos paraenses admitam o roubo oficial das ricas terras do Pará. Pendurados no muro, os muristas paraenses só pensam na engorda de seus vastos currais e não em defesa e união.

Sim, quem quer esfacelar o Pará? Deputados de longe que lambem os beiços por se apoderar do Marajó, do Tapajós, de Carajás. Risíveis os argumentos separatistas: “A imensidão do Pará impede seu progresso”. Nada! Papo de político! É vasta a miséria dos estados pequenos e do Brasil mal governado. Dividir vem da omissão de políticos do Pará, eles em ânsias por suas lasquinhas. Separatista daqui e de fora quer é feudo, castelo, mais poder. O mapa do Pará lembra um buldogue. Ele precisa de brio, amor-próprio, rosnar, se quiserem reduzi-lo em retalho. O Pará quer paz e união. Vamos calar os esquartejadores que boiam, do fracasso em seus estados, ao sonho de esfacelar o Pará. Vamos dizer não a mais essa mutreta de político espertalhão.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

18ª Revista de Cultura do Pará

Foi lançada hoje, sexta-feira, 13 de novembro de 2009, a 18ª Revista de Cultura do Pará, publicada pelo Conselho Estadual de Cultura com apoio total, para seu nascimento, da Universidade Federal do Pará. A revista é primorosamente bem editada e navega pela literatura, antropologia, filosofia, história, informática, memória e poesia. O lançamento ocorreu na sede do Conselho, na Rui Barbosa, subsolo do prédio do Centur. E a Secretária de Cultura? Bem! Não ajudou em nada o nascimento da cria duramente parida. Foi triste escutar os relatos de penúria repassados por vários Conselheiros: o lançamento ocorreu no auditório do Conselho somente por que lâmpadas foram retiradas de outros cômodos; as longas sessões e os poucos funcionários são mantidos com lanches comprados pelos próprios Conselheiros; e o coquetel de lançamento, hoje, só ocorreu mediante coleta de 70 reais de cada um dos que fazem parte do Conselho. O Presidente do Conselho conta que tudo já foi relatado ao Secretário de Cultura, mas que ele simplesmente fez ouvidos moucos. Ou seja: falta tudo ao Conselho, menos descaso. E, mesmo assim, nos brindam com bela revista. Parabens!

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Tribunal de Justiça do Pará acolhe pedido de intervenção federal no Estado

O Tribunal de Justiça do Estado do Pará (TJ-PA) decidiu acolher o pedido de intervenção federal, feito em março deste ano, para o cumprimento de mandados de reintegração de posse de fazendas invadidas pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), pedido acolhido na manhã de hoje (11) por 21 votos a favor e um contra. Segundo o Espaço Aberto, o único voto contra foi da desembargadora Maria Helena Ferreira. A decisão ainda deverá ser ratificada pelo STF, sendo que a palavra final será do Presidente da República.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Enquete fraudada!

No dia 26 de outubro informei sobre uma enquete no sitio do Senado. A pergunta era: “Você é a favor da aprovação do Projeto de Lei (PLC 122/2006) que pune a discriminação contra homossexuais?”. Informei também que na votação ganhava o NÃO, ou seja, que a discriminação não fosse punida! O post foi bem polêmico, e tal polêmica acaba se revelando em tudo: hoje me espanto com a seguinte matéria, no Portal Imprensa – “Hackers atacam enquete do Senado sobre lei contra discriminação de gays”. Segundo a notícia de Eduardo Neco, em uma hora e meia foram computados cerca de 250 mil votos, sempre com o não na dianteira. Em dois dias e meio, já era meio milhão de votos (“Até então, a pesquisa mais votada tinha obtido cerca de 360 mil votos, mas em um período de trinta dias”). A enquete seria zerada por não se conseguir separar voto válido de voto hackeado, mas até hoje, no sitio do Senado, estava fora do ar. Mas a matéria já foi aprovada pela Comissão de Assuntos Sociais do Senado!

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Tratamos bem nossos animais!

Notícia do sítio da Agência Senado.

Retirada uma capivara do espelho d'água do Congresso.
Sarney: "essa capivara mostra que o Brasil continua tratando bem os animais".

Sim Senador! Nós sabemos bem disso...

Agência Senado - 06/11/2009 - Retirada uma capivara do espelho d'água do Congresso

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

PLC 122/2006

A pergunta no site do Senado Federal é: Você é favorável à aprovação do projeto de lei (PLC 122/2006) que torna crime o preconceito contra homossexuais?
Por incrível que possa parecer, o sim, que significa a criminalização do preconceito, às 16h51min de hoje havia sido clicado somente por 44% dos 49.231 votantes! Outros 56% votaram na não criminalização! São 27.569 pessoa!
Obvio que tal votação não vinculará a decisão de "nossos parlamentares", mas é um péssimo sinal sobre as pessoas que dividem essa terra conosco!
Se puderem e quiserem votem, ajudem a mudar o placar que, apesar de somente simbólico, é triste! A enquete está bem abaixo do link da Rádio Senado!
Com dica da Lua Castro.